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Quando você voltar

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Vovó Santa: Imagens

Eu fiz de tudo para fingir perfeitamente que apenas felicidade tomava conta de mim quando você me disse que foi escolhido para terminar seu curso na Alemanha, porém eu não sou nada boa em fingir e guardar palavras quando a questão é você. Estou muito feliz por ti, muito mesmo. Sei o quanto batalhou para conseguir isso e agradeço todos os dias por ter acompanhado, bem de pertinho, todo o seu esforço. A cada dia você me surpreende mais e mais, e a cada minutinho me sinto mais honrada de ser tua.
Sei que depois de ler isso você vai me chamar, de bobona, no mínimo. Ok, não me importo, já me acostumei. A ideia de ter que me afastar de você por um pouco mais de 365 dias fez com que eu me perdesse em trilhões de pensamentos e sentimentos. Fez com que o coração acelerasse no mesmo instante em que eu sentia os meus próprios batimentos cada vez mais raros.

Parte de mim se foi com você, e agora me sinto, mais uma vez, uma mulher incompleta, insegura - o que, nem de longe, eu deveria ser -. Em partes, você o responsável-pela-minha-segurança-pessoal, e se isso parece ser infantilidade, dane-se. Cada parte da minha casa parece ter um pouco de você, e a saudade bate cada vez mais forte. Se estou assistindo um filme, a primeira pessoa por quem procuro é você. Se estou preparando meu lanche, a minha vontade é de gritar perguntando se quer um também. Se vou deitar, me jogo na cama, e o primeiro cheiro que sinto é o seu. As ligações, as mensagens e as cartas já não me fazem esquecer, por um segundo que seja, a distância entre nós. Eu sinto falta dos beijos, dos abraços, dos carinhos, do tocar e até mesmo das brigas que sempre terminam bem. A única coisa que me conforta é saber que você está bem, está feliz e conquistando uma das coisas que você mais quis na vida!
Sinto uma vontade (quase) incontrolável de largar tudo e ir até você, mesmo sabendo que faltam poucos meses para te ter de novo. A questão é que ainda não aprendi a lidar com a distância, com a saudade que corrói e com a necessidade infinita de ter por perto.

Você sabe que suas coisas estão todas aqui para quando você voltar, tudo continua como você deixou. Quando você voltar, seremos de nós mesmos. De novo. Continuaremos com a vida, que mesmo com sua ausência momentânea, nunca deixou de ser nossa. A nossa vida. Todos os sentimentos ruins de meu-namorado-está-morando-longe se esgotarão no momento do reencontro. E você, seu bobo, vai ver que nunca deixei de ser tua. E que possamos viver o sentimento recíproco. 

Último trem

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

12:51

Hoje acordei com uma vontade incontrolável de largar tudo e ir atrás das coisas e pessoas que me faziam bem, e que eu, por conta das voltas do mundo, deixei pra trás.
Um cansaço enorme toma conta de mim. Cansei de algumas pessoas, cansei de correr atrás para tentar fazê-las enxergar o que apenas elas não conseguem, cansei de querer por perto. Enfim, cansei de tanta coisa. É, estou num processo de mudança, de desapego.

Não está sendo fácil, ah, não está sendo mesmo, mas, infelizmente, ainda existem pessoas que esquecem nossos valores, esquecem que existimos e só nos procuram quando realmente precisam, e então entramos na fase do "o que eu fiz de errado?" ou do "ok, eu sou mesmo uma idiota, ~a pessoa~ tá certa!" e quando isso acontece é porque já está passando da hora de esquecermos um pouquinho do mundo e olhar para si mesmo, olhar as coisas que estão ao nosso lado. Optei por isso e digo uma coisa: apesar de tudo, me sinto muito melhor agora. Vi quantas coisas e pessoas boas estavam ao meu redor, entrando na minha vida e colorindo-a sem que eu percebesse. Finalmente acordei e refleti sobre o passado e o presente, vi quantas pessoas maravilhosas deixei pra trás e quantas pessoas eu, de certa forma, estava "desvalorizando".

Ainda estou em tempo de voltar atrás, e é por isso que estou aqui, prestes a pegar o último trem para reencontrar meus amigos, as pessoas que me deram (e continuam) dando valor, aqueles que por diversas vezes me deram conselhos, riram, choraram e brigaram comigo, e que mesmo com toda minha ignorância não desistiram de mim. São eles que quero por perto, que eu quero valorizar, cuidar e amar. 

Medo de ter medo.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

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Hoje me perguntaram sobre as lembranças que eu tinha da infância. Parei um pouco pra pensar, queria contar uma lembrança que talvez fosse interessante pra eles também, pensei bastante, até por que a infância já passou por mim há tanto tempo que é difícil pensar rápido sobre algo do passado. Lembrei de 2004, devo dizer que até hoje foi um dos melhores anos da minha vida, foi o ano que comecei a me socializar de verdade, não conversava apenas com as pessoas da minha sala, conversava com quase todo mundo da escola (que não era uma escola grande) e então comecei a sempre querer ficar com a turminha dos mais velhos (que já tinham pensamentos mais evoluídos , até que um dia eles se juntaram pra fazer uma rodinha de perguntas (não, não era verdade ou consequência), era começo de ano e então todos queriam conhecer os novatos e etc. Nesse dia fui participar do jogo de perguntas, até que uma pergunta (que foi feita pra mim) fez com que eu pensasse muito para poder responder. A pergunta foi: qual é o seu maior medo? 
Foi uma pergunta difícil de ser respondida imediatamente, pensei um pouco e logo veio a resposta foi que meu maior medo era perder meus pais, e entrar numa tremenda solidão. Hoje, com mais idade, com mais experiência de vida puder perceber que o meu maior e eterno medo é o de sentir medo. Medo de ter medo. Não sei explicar e como sempre vocês vão pensar que sou louca ou coisa do tipo. Vou tentar explicar, "vejo" o medo como um bichinho que fica com a gente e que é alimentado, alimentado de medo, e a cada alimento que ele recebe ele cresce. Uma hora o "medo" fica maior do que a gente, nos impedindo de fazer diversas coisas, e, por isso devemos parar de alimentá-lo, devemos enfrentar as coisas de cabeça erguida, sem deixar com que ele tome frente e te impeça de fazer aquilo que você pensa, aquilo que você quer. O medo vira um obstáculo, talvez o maior deles.
Tentei explicar isso para os que me perguntaram sobre as lembranças da infância, no começo eles ficaram confusos, não sabiam exatamente o que eu queria dizer, mas essa pergunta também os fizeram refletir sobre, até que eles chegaram na mesma conclusão que eu.

 "O medo é feio, o medo dá medo."


Este texto é fictício.

Espero que tenham gostado!
Até a próxima.

Xoxo!

Por Thaís Oliveira






Vida monótona.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

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Eram exatamente três e meia da manhã quando despertei, não consegui entender, mas naquela noite algo tirou meu sono de uma forma quase inacreditável, acordei como se não tivesse ao menos cochilado ou como quem tivesse bebido litros e litros de energético, o que não era meu caso. Levantei silenciosamente - como de costume - para que ninguém mais despertasse, peguei meu celular e pela milésima vez dei uma conferida no horário que parecia não passar, sentei na rede que ficava na varanda e fui pensar na vida já que o corre-corre diário quase não deixava. Uma conclusão pós-pensamento: eu levo uma vida monótona, totalmente monótona. Sei que acabei de falar sobre o "corre-corre diário" e é exatamente disso que estou falando. Eu corro contra o tempo, tenho milhões de coisas pra fazer em um dia - o que já não é novidade, aliás meu hábito de deixar tudo pra cima da hora nunca mudou, e acho que não mudará - e no final das contas eu sempre faço as mesmas coisas. Não há novidades na minha vida, acreditem. Eu saio com meus amigos, sempre vou a lugares diferentes, mas no fim das contas eu sempre vejo a mesmice tomar de conta. Percebi que todas as vezes que converso com pessoas através das redes sociais e elas me perguntam se tenho novidades a resposta é "não" pelo simples fato de realmente não ter o que contar. As coisas que acontecem na minha vida precisam me surpreender, eu preciso ter a certeza de que aquilo é realmente novo e que fará diferença na minha vida. Fiquei pensando nisso durante horas e horas e eu mesma pude perceber que o problema não é e nunca foi da vida, mas sim meu... O problema está em mim, por mais que novidades aconteçam na minha vida eu dou um jeito de mudar tudo - mesmo que involuntariamente - e deixar aquilo com a mesma cara das outras coisas. Isso está ficando confuso pra vocês, eu sei. Mas na minha cabeça tudo começa a ficar claro, claro até demais, talvez quem já passou (ou passa) por isso consiga me entender. Está na hora de mudar minha rotina, eu preciso trazer pra mim as coisas novas que passam pela minha frente mas que meus olhos não querem ver. Eu preciso mudar meus costumes, preciso correr atrás das novidades, preciso começar a enxergar o mundo do próximo também e ver que tudo, tudo aquilo que passa por mim pode sim ser uma novidade. Tenho consciência de que meu "eu" de hoje pode ser novidade para meu "eu" de ontem. Já está amanhecendo, preciso me deitar e quem sabe voltar a dormir. Eu serei minha maior novidade a partir de amanhã. Eu prometo!




Espero que tenham gostado e que aproveitem parte disso, usem isso como uma novidade pra vocês também.

Até a próxima!
Texto por Thaís Oliveira

Beijos!!!


Thaís Oliveira

 
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