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Novo começo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

 :)

"Que esse fim não traga dor, pois é apenas um novo começo..."

Acreditem, essa frase da música Novo Começo - Chimarruts me fez pensar em milhões de coisas, algumas não fizeram sentindo, já outras... 
Enfim, devo confessar que senti um apertinho no coração de ter que abandonar 2013, afinal, ele não foi ruim pra mim, apesar de todas as complicações - as mesmas que passamos durante todos os anos de nossa vida - ele foi maravilhoso. Pode ser que eu tenha amadurecido o suficiente para recolher todos os erros e transformá-los em acertos, ou até mesmo apagá-los da lista de coisas que, de certa forma, me deixam cabisbaixa. 

Acredito que os anos passam para que possamos recomeçar. Devemos transformar os anos seguintes em anos melhores. Melhores em tudo. Levo comigo a ideia de que 2013 foi bom, mas que 2014 pode ser melhor ainda. Cabe a nós preencher os 365 dias desse ano com coisas maravilhosas, coisas que nos fazem bem. Corram atrás, façam o possível!

 Muitos tombos serão tomados, mas não tem problema, somos fortes o suficiente para levantarmos e seguir em frente. Tenham a certeza de uma coisa: sentar e esperar o tempo passar não vai te levar a lugar nenhum e muitos menos entregar coisas boas em suas mãos. Você precisa agir. Procure ser feliz. Seja feliz. Permita que a felicidade tome de conta. Os ares serão outros. Saiba disso. Não sente ao esperar que 2014 seja lindo, faça-o ser lindo. A vida é tão curta para seguir sentado, então levante e vá, siga e aproveite.


Sintomas de amor.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Love is in the air

Ficamos. Terminamos. Nos falamos pela última vez em janeiro ou fevereiro deste ano, eu sentia a ausência de alguém nestes 11 ou 10 meses, mas não sabia exatamente de quem, preferi guardar este sentimento só pra mim e ver o que acontecia, já que nem eu mesma conseguia decifrar o turbilhão de coisas que se entrelaçavam na minha cabeça e no meu coração. Ligo o computador, entro no Twitter, Facebook e Youtube, sites de praxe, e, por mais incrível que pareça, ao acessar o youtube a primeira música que ouço é aquela que me lembra um certo alguém, ok, esse é o tipo de coisa que temos que superar. Volto para o facebook e vejo uma solicitação de amizade pendente. É ele. Ele me achou. Só pode ser o destino.

O coração acelera, a mão começa a suar, as pernas começam a trepidar, não sei o que pensar, muito menos o que falar. Olho o instagram, ganhei um seguidor, é ele. Ele também me achou no instagram! Como assim?! Juro que nunca pensei que ele fosse capaz de lembrar meu "sobrenome-não-registrado". Acho que ele é mais incrível do que eu pensava.
Chat no facebook, conversamos do mesmo jeito do dia em que nos conhecemos, em 2007. Parece que a conversa nunca teria fim, mas aí a minha insegurança gritava mais alto todas as vezes que ele demorava uns dois ou três minutos para responder, parece que ele sairia sem me dar tchau ou que, para ele, o assunto tinha acabado ali, mas não, ele demorava porque sempre fazia questão de usar palavras bonitas, sem abreviações e com mais de quatro linhas. Ele ainda é incrível. Pergunto da minha filha (no caso a irmã dele que - não sei porque - sempre me chamava de mãe), tia Helô e tio Alberto (meus ex-sogros), e ele, como sempre, fala da família com tanto amor e isso faz com que eu me encante ainda mais.

Conversamos sobre a vida durante umas 4 horas - as quatro horas mais rápidas da minha vida -, bate um medo da hora do tchau estar se aproximando, de nos despedirmos e demorarmos mais ainda para conversarmos de novo, enfim, ele precisa descansar, amanhã acorda cedo pra ir ao colégio. O frio na barriga continua e então ele, com o eterno poder de me acalmar, diz que agora, mesmo se não voltarmos a ser como éramos antes, estamos ligados acima de tudo pelo coração, pelo sentimento inacabável que temos um pelo outro e que independentemente do que o destino preparou pra nós, o que ele quer é a minha felicidade. E vice-versa. Talvez eu esteja boba demais escrevendo isso daqui, mas, talvez, isso também esteja entre os sintomas do amor. 

Adeus, solidão.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

darkness
Adeus, solidão. É o que pensei hoje depois de ter percebido que estava (quase) sozinha, minhas únicas companhias eram os incensos espalhados pela casa, papéis rabiscados, canetas e o som com a playlist com as 500 melhores músicas do mundo.
Eu não queria companhia melhor, ou melhor, não havia companhia melhor. As coisas que estavam ao meu redor são meus companheiros desde… desde… desde que eu me entendo por gente. Meus “melhores amigos”. Mas com o tempo percebi uma coisa: eu não preciso apenas deles. Eu preciso estar mais perto dos meus amigos, da minha família – sim, eu tenho amigos e família perto de mim-, mas eu preciso ter uma história com eles, ser muito mais do que uma ouvinte de momentos bons e ruins que eles viveram, eu preciso viver esse momento com eles. Preciso viver, é isso. Já sei o que acontece, como uma pisciana apegada resolvi logo criar um relacionamento com a solidão, mas um dia isso cansa, e eu cansei naquele momento. Pra sempre.
Cheguei á conclusão de que não sou da solidão. Ficar sozinho às vezes é bom, isso só não pode virar um costume, uma ‘sede’, porque uma hora vai fazer mal. E caso for necessário que ela se aproxime por um tempo deixe que ela fique apenas o fundamental. Digo e repito: não acolha a solidão para sempre. Dei o meu aviso. Hoje eu a deixo aqui, sozinha, para quem quer fazer dela uma grande companhia. Adeus, solidão.

Quando você voltar

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Vovó Santa: Imagens

Eu fiz de tudo para fingir perfeitamente que apenas felicidade tomava conta de mim quando você me disse que foi escolhido para terminar seu curso na Alemanha, porém eu não sou nada boa em fingir e guardar palavras quando a questão é você. Estou muito feliz por ti, muito mesmo. Sei o quanto batalhou para conseguir isso e agradeço todos os dias por ter acompanhado, bem de pertinho, todo o seu esforço. A cada dia você me surpreende mais e mais, e a cada minutinho me sinto mais honrada de ser tua.
Sei que depois de ler isso você vai me chamar, de bobona, no mínimo. Ok, não me importo, já me acostumei. A ideia de ter que me afastar de você por um pouco mais de 365 dias fez com que eu me perdesse em trilhões de pensamentos e sentimentos. Fez com que o coração acelerasse no mesmo instante em que eu sentia os meus próprios batimentos cada vez mais raros.

Parte de mim se foi com você, e agora me sinto, mais uma vez, uma mulher incompleta, insegura - o que, nem de longe, eu deveria ser -. Em partes, você o responsável-pela-minha-segurança-pessoal, e se isso parece ser infantilidade, dane-se. Cada parte da minha casa parece ter um pouco de você, e a saudade bate cada vez mais forte. Se estou assistindo um filme, a primeira pessoa por quem procuro é você. Se estou preparando meu lanche, a minha vontade é de gritar perguntando se quer um também. Se vou deitar, me jogo na cama, e o primeiro cheiro que sinto é o seu. As ligações, as mensagens e as cartas já não me fazem esquecer, por um segundo que seja, a distância entre nós. Eu sinto falta dos beijos, dos abraços, dos carinhos, do tocar e até mesmo das brigas que sempre terminam bem. A única coisa que me conforta é saber que você está bem, está feliz e conquistando uma das coisas que você mais quis na vida!
Sinto uma vontade (quase) incontrolável de largar tudo e ir até você, mesmo sabendo que faltam poucos meses para te ter de novo. A questão é que ainda não aprendi a lidar com a distância, com a saudade que corrói e com a necessidade infinita de ter por perto.

Você sabe que suas coisas estão todas aqui para quando você voltar, tudo continua como você deixou. Quando você voltar, seremos de nós mesmos. De novo. Continuaremos com a vida, que mesmo com sua ausência momentânea, nunca deixou de ser nossa. A nossa vida. Todos os sentimentos ruins de meu-namorado-está-morando-longe se esgotarão no momento do reencontro. E você, seu bobo, vai ver que nunca deixei de ser tua. E que possamos viver o sentimento recíproco. 

Último trem

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

12:51

Hoje acordei com uma vontade incontrolável de largar tudo e ir atrás das coisas e pessoas que me faziam bem, e que eu, por conta das voltas do mundo, deixei pra trás.
Um cansaço enorme toma conta de mim. Cansei de algumas pessoas, cansei de correr atrás para tentar fazê-las enxergar o que apenas elas não conseguem, cansei de querer por perto. Enfim, cansei de tanta coisa. É, estou num processo de mudança, de desapego.

Não está sendo fácil, ah, não está sendo mesmo, mas, infelizmente, ainda existem pessoas que esquecem nossos valores, esquecem que existimos e só nos procuram quando realmente precisam, e então entramos na fase do "o que eu fiz de errado?" ou do "ok, eu sou mesmo uma idiota, ~a pessoa~ tá certa!" e quando isso acontece é porque já está passando da hora de esquecermos um pouquinho do mundo e olhar para si mesmo, olhar as coisas que estão ao nosso lado. Optei por isso e digo uma coisa: apesar de tudo, me sinto muito melhor agora. Vi quantas coisas e pessoas boas estavam ao meu redor, entrando na minha vida e colorindo-a sem que eu percebesse. Finalmente acordei e refleti sobre o passado e o presente, vi quantas pessoas maravilhosas deixei pra trás e quantas pessoas eu, de certa forma, estava "desvalorizando".

Ainda estou em tempo de voltar atrás, e é por isso que estou aqui, prestes a pegar o último trem para reencontrar meus amigos, as pessoas que me deram (e continuam) dando valor, aqueles que por diversas vezes me deram conselhos, riram, choraram e brigaram comigo, e que mesmo com toda minha ignorância não desistiram de mim. São eles que quero por perto, que eu quero valorizar, cuidar e amar. 

Não aprendi dizer adeus, não mesmo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não aprendi dizer adeus. Acredito que sei disso há muito tempo, mas a cada vez que descubro que hoje, amanhã ou depois precisarei me despedir, a certeza aumenta, e aumenta na mesma velocidade da dor que toma de conta. É como se cada momento vivido tivesse sido apagado naquele mesmo instante. As lembranças continuam, claro.
Paro e penso em cada segundo que vivi ao lado de vocês  que hoje, infelizmente, precisam seguir rumos diferentes (em lugares diferentes – longe de mim, no caso), precisam viver as surpresas da vida e tudo que eles planejaram para ela. Ah, cada momento… Momentos que eu gostaria de voltar atrás e vivê-los novamente, momentos que eu evito lembrar, enfim, momentos que amigos compartilham com a gente.
É uma mistura de sentimentos: tristeza pelo fato de saber que por um tempo a distância nos impedirá de dar os puxões de orelha cara-a-cara e de acompanhar cada conquista de pertinho, e felicidade por saber que as novas vidas começam, e que a cada dia vocês estão mais perto de alcançar aquilo que tanto querem. O “até logo” ainda não foi dado, estamos aqui, próximos, e eu já posso sentir cheiro de saudade. O que me conforta é saber que acima de tudo temos a amizade, e que independentemente da distância estaremos juntos. “Quem foi que disse que pra tá junto precisa tá perto?”

Bem me quer, mal me quer.

domingo, 14 de abril de 2013

Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer. Olho para baixo e vejo quantas pétalas foram desperdiçadas por conta de mais um pensamento bobo, são várias, são pétalas das violetas que minha avó cuidava com tanto carinho. Me sinto culpada agora. Culpada por ter destruído as flores da minha vó, culpada por ser tão confusa. Culpada!
Essa brincadeira aumentou minha indecisão, a cada hora era uma coisa diferente. Bem me quer, mal me quer. Oras, eu só quero ter certeza de que tudo que fiz e ainda estou fazendo vai ter valido a pena, não quero me decepcionar pela milésima vez, aliás eu não teria apelado dessa forma se eu não estivesse com medo de passar por tudo de novo, dias escuros, olhos inchados, lágrimas tomando conta do meu rosto, soluços inacabáveis, falta de apetite... CHEGA! Não gosto nem de falar nisso.
Ah, quer saber, vou deixar na mão do Sr. Tempo e da Sra. Vida, juntos eles vão me mostrar o que vai prevalecer.

 
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